SVS investiga duas mortes por doença de Chagas no município de Santana

A Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS) está auxiliando o município de Santana na investigação da morte de uma criança de 5 anos, e de uma mulher de 42 anos, causadas pela doença de Chagas. As duas vítimas moravam no bairro Fonte Nova.

De acordo com informações da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh) as vítimas teriam consumido açaí contaminado, ou seja, com transmissão oral da doença. A mulher morreu em 9 de outubro e a criança no último domingo, 22.

“Assim que recebemos a informação dos óbitos, enviamos uma equipe para ajudar na investigação. A SVS está auxiliando no diagnóstico e monitoramento de outros casos no município”, informou a superintendente da SVS, Claudia Monteiro.

O Núcleo de Vigilância Ambiental (NVA) acompanha o mapeamento da área onde os casos foram registrados e reforçou a importância de fazer o exame nas pessoas que moram nas proximidades.

“Foi realizada investigação no município a fim de descobrir, inclusive, pacientes silenciosos para o agravo”, disse Rackel Barroso, gerente do NVA.

Conforme protocolo, a SVS emitiu um comunicado epidemiológico para o Ministério da Saúde e outros órgãos de saúde de Macapá e todas as amostras colhidas serão analisadas pelo Laboratório de Saúde Pública do Amapá (Lacen).

Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, de janeiro até esta quinta-feira, 26, foram notificados 49 casos suspeitos da doença de Chagas em Santana. Desse total, três foram confirmados, 30 descartados, 12 não apresentaram informações na ficha de atendimento e quatro resultados foram inconclusivos.

Os dois óbitos ainda não foram inseridos no registro de informações do Sinan, mas devem ser contabilizados até a próxima semana.

Doença de Chagas

É uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, cujo principal vetor é o inseto “barbeiro” contaminado. Ele funciona como uma espécie de intermediário entre o protozoário e o ser humano. O inseto pica um animal silvestre infectado e depois transmite a doença para as pessoas.

Sinais e sintomas

Nos casos suspeitos de doença de Chagas, a pessoa pode ser assintomático ou apresentar febre persistente (por mais de sete dias), com uma ou mais das seguintes manifestações clínicas:

  • Edema de face ou membros;
  • Inflamação dos gânglios linfáticos;
  • Hepatomegalia;
  • Esplenomegalia;
  • Dores no corpo;
  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Cardiopatia aguda;
  • Manifestações hemorrágicas;
  • Icterícia.

Prevenção e controle

As medidas de prevenção estão associadas à forma de transmissão. Se for vetorial, é fundamental práticas de manejo sustentável do ambiente e medidas adequadas em locais com infestação e melhoria nas condições de moradia.

A população deve seguir os procedimentos:

  • Manter quintais limpos, sem acúmulo de materiais;
  • Não ter criação de animais próximo à residência, pois servem de alimento para o vetor (triatomíneo);
  • Não confeccionar coberturas para as casas com folhas de palmeira;
  • Vedar frestas e rachaduras nas paredes e usar telas em portas e janelas;
  • Adotar medidas de proteção individual, como o uso de repelentes e roupas de mangas longas durante a realização de atividades noturnas, bem como o uso de mosquiteiros ao dormir.
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