PF deflagra Operação Cartucho de Midas; Delegado Charles de Oiapoque é um dos alvos

Foram apreendidos mais de R$ 1 milhão e mais de 25 mil euros em uma loja. O estabelecimento pertence a irmã de um agente da Polícia Civil envolvido no esquema.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4/12), a Operação Cartucho de Midas, contra esquema criminoso de contrabando de ouro, corrupção e lavagem de dinheiro com ramificações no Amapá e no Rio de Janeiro. A coluna apurou que o delegado da Polícia Civil no município de Oiapoque (AP) Charles Corrêa é o principal alvo da ação.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Oiapoque, Macapá e na capital fluminense, além do afastamento cautelar de Charles Corrêa e outro policial civil suspeito de participação no esquema.

A investigação teve início após a PF identificar movimentações financeiras atípicas, incompatíveis com a renda dos suspeitos.O rastreamento bancário apontou que joalherias de diversos estados transferiam quantias elevadas para um posto de combustíveis em Oiapoque, localizado na região de fronteira.

Logo depois, o dinheiro era repassado a um agente público da cidade, criando forte indício de dissimulação de valores provenientes do comércio ilegal de ouro.

Lavagem via postos e empresas de fachada

Segundo a PF, o posto de gasolina funcionava como ponto de dispersão dos recursos, repassando o dinheiro a servidores e empresas vinculadas ao esquema.

As diligências também apontaram movimentações superiores a R$ 4,5 milhões feitas por funcionários públicos sem qualquer justificativa econômica plausível.

Além disso, o grupo utilizava empresas de fachada para mascarar a origem dos ativos e reinserir o dinheiro no sistema financeiro de forma aparentemente lícita.

Os dois servidores afastados nesta fase são investigados por supostamente integrar o núcleo responsável por dar “cobertura institucional” às atividades ilícitas.

Crimes e penas

Os investigados poderão responder por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato.Somadas, as penas podem ultrapassar 60 anos de prisão.

Fonte: Metroples

Facebook
Twitter
Email
WhatsApp

Deixe um comentário

Outras Notícias