Gilvam Borges de volta aos ataques !

Ex-senador e ex-presidente do MDB no Amapá, Gilvam Borges é uma figura irreverente da política tucuju. Tendo quase sempre um desafeto como alvo, Borges tem utilizado as redes sociais para fazer críticas e ataques a adversários políticos.

Na eleição de 2022, quando concorreu ao Governo do Amapá, Borges escolheu como principal alvo o empresário Jaime Nunes, também candidato ao Palácio do Setentrião. Na época, Gilvam apelidou o empresário de “Tubarão Branco” e utilizou seu programa eleitoral para fazer críticas e contar histórias envolvendo o então candidato.

Em uma dessas ocasiões, segundo relato feito pelo próprio Gilvam, Jaime teria pegado um táxi no aeroporto e, ao final da corrida, ele teria cobrado e aguardado pelo troco, o que gerou surpresa no taxista, devido o valor ser considerado irrelevante diante do patrimônio atribuído ao empresário.

Após as eleições, a artilharia de Borges mudou de direção e passou a mirar o então prefeito de Macapá, Dr. Furlan. O que antes era uma relação de proximidade política transformou-se em confronto público. Gilvam passou a chamar o ex-aliado de “Patifão” e “Escorpião Rei”, em referência, segundo suas próprias declarações, a supostas traições políticas.

Nesta semana, Borges voltou a estremecer o cenário político amapaense. Em mensagens publicadas nas redes sociais, com referências indiretas e mensagens cifradas, o ex-senador fala de um personagem que, segundo ele, teria exercido influência sobre administrações municipais e contribuído para o enfraquecimento financeiro de prefeituras do Amapá. Também faz referências a obras financiadas por recursos do chamado orçamento secreto.

Segundo informações obtidas pelo Portal, o novo alvo de Gilvam seria o senador Davi Alcolumbre.

Recentemente, Borges se reconciliou com o ex-prefeito Furlan. O gesto ocorreu após uma aproximação atribuída a uma articulação do ex-presidente José Sarney. Como parte da reaproximação, Gilvam desistiu de uma ação que tramitava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual questionava a candidatura de Furlan por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.

A desistência da ação retirou do caminho um processo que poderia gerar consequências para a situação eleitoral de Furlan, que atualmente se apresenta como um dos principais adversários políticos do grupo liderado por Davi Alcolumbre no Amapá. O grupo também reúne o governador Clécio Luís, candidato à reeleição.

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