Blitz educativa reforça enfrentamento ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes

A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), por meio da Escola do Legislativo, está intensificando as ações que visam sensibilizar e mobilizar a população para o combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Na manhã desta quinta-feira (29), foi realizada uma blitz educativa alusiva à data, que é celebrada anualmente no dia 18 de maio. A ação, com o tema “Acredite na Criança”, teve início às 7 horas, na Avenida FAB, esquina com a rua Leopoldo Machado, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa. A blitz, alusiva à campanha nacional “Maio Laranja”, promoveu a distribuição de materiais de conscientização, exposição de cartazes e contou com a adesão do Gabinete Civil da Casa, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar, Polícia Civil e estudantes de várias escolas da rede estadual de ensino.

“Essa campanha vem para mostrar que nós devemos tratar uma criança com respeito e dignidade”, destacou a diretora pedagógica da Escola do Legislativo estadual, Kelren Abdon.

A violência sexual infantil é um problema preocupante: suas consequências para a vítima são profundas, com efeitos que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes, podendo se estender por toda a vida. Apesar da gravidade da situação, os casos no Brasil infelizmente continuam aumentando ano após ano.

“Esse trabalho é importante, temos que conscientizar a população. Esses dados preocupam, principalmente no Estado do Amapá, mas é por meio de ações e políticas públicas que vamos reduzir esses índices”, frisou a diretora-geral da Escola do Legislativo, deputada Liliane Abreu (PV).

Em março, a Fundação Abrinq lançou o Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2024, publicação atualizada anualmente com dados públicos que refletem a realidade das crianças e dos adolescentes no país, incluindo aqueles relacionados à violência sexual.

De acordo com os dados obtidos pela fundação, a violência sexual no país é um problema que afeta majoritariamente crianças e adolescentes. Em 2022, por exemplo, das 62.091 notificações recebidas, mais de 45 mil tinham como vítimas pessoas com menos de 19 anos de idade. A proporção corresponde a 73,8% — ou seja, em média, a cada quatro casos de violência sexual no Brasil, três envolvem crianças ou adolescentes.

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