
Washington (EUA) – O presidente Donald Trump anunciou a suspensão das sobretaxas impostas ao açaí brasileiro, retirando o produto da lista de itens atingidos pelo chamado “tarifaço”. A decisão passa a valer imediatamente e reduz o impacto que a medida vinha causando sobre produtores e exportadores do Norte do Brasil.
A sobretaxa, criada em julho de 2025, aplicava um adicional de 50% sobre diversos produtos agrícolas importados pelo mercado norte-americano, o que elevava drasticamente o custo do açaí nos Estados Unidos e comprometia negociações com empresas do setor de alimentos saudáveis.
Impacto no Brasil
Com a retirada do açaí do tarifaço, produtores — especialmente do Pará, maior região produtora — esperam recuperar contratos suspensos e retomar embarques em volume maior. A suspensão também traz alívio para pequenas cooperativas e comunidades extrativistas que dependem diretamente da exportação do fruto. No Amapá, a Cooperativa de AmazonBai, localizada no arquipelago do Bailique, deixou de exportar 11 tonelados de açaí para os Estados Unidos no início do tarifaço. Também no Amapá, a empresa Sambazon, localizada em Santana, teve suas exportações prejudicadas e agora pode retomar suas transações com o mercado americano sem a cobrança de tarifas extras.
Motivos da decisão
A revisão da lista de produtos taxados ocorre após avaliação interna do governo norte-americano sobre demanda, logística e impacto econômico. O açaí, que hoje movimenta um mercado crescente nos EUA, foi considerado de baixa sensibilidade para a indústria norte-americana, o que facilitou sua exclusão.
Alívio para exportadores
Representantes do setor celebraram a mudança, já que o tarifaço vinha provocando queda nas vendas externas e aumentando o estoque interno, pressionando preços. Agora, a expectativa é de estabilização do mercado e reabertura de negociações com grandes redes que haviam reduzido compras.
Tarifaço permanece para outros produtos
Apesar da liberação do açaí, parte significativa das sobretaxas comerciais continua valendo para outros alimentos brasileiros. A suspensão pontual não encerra o pacote de tarifas, mas já representa um importante sinal de alívio para uma das cadeias produtivas mais relevantes da Amazônia.





