TRE: Promotor da “Eclésia” tem contas julgadas irregulares e terá que devolver recursos

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) reprovou a prestação das contas de campanha do ex-promotor de Justiça do MP/AP, Afonso Guimarães, que foi candidato a deputado federal nas eleições de 2022. Ele terá de devolver cerca de R$ 390 mil ao tesouro nacional. A juíza Paola Santos, relatora do processo, considerou graves as irregularidades detectadas na contabilidade da campanha. O voto da relatora foi acompanha pela unanimidade do Pleno do TRE composta por sete magistrados. Afonso ainda pode recorrer da decisão.

O Ministério Público Eleitoral, acompanhado de parecer da área técnica, aponta falhas na prestação de contas do ex-promotor. De acordo com o MP, a auditoria detectou uma sobra de campanha no valor de R$ 180 mil sem comprovante de devolução. Também foram encontradas divergências nas informações de fornecedores no valor de R$ 43 mil, omissão de despesas no montante de R$ 26 mil, falta de notas fiscais no valor de R$ 134 mil, entre outras irregularidades.

O ex-promotor teve exatos 1.461 votos na eleição, resultado considerado por muitos como um fracasso eleitoral. Guimarães ganhou notoridade ao comandar a Operação Eclésia, que investigou supostos desvios de recursos no âmbito da Assembléia Legislativa do Amapá (ALAP). Estariam envolvidos, segundo a denúncia ofertada pelo MP/AP na época, diversas autoridades e políticos do Amapá, entre eles o ex-presidente da Alap Moisés Sousa e o ex-deputado Edinho Duarte.

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