Horas após matar jovem de 19 anos em loja de Santana, suspeito troca celular da vítima por drogas e acaba preso

Cláudio Pacheco, conhecido como “Coringa”, foi preso na noite desta segunda-feira (10) suspeito de matar Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, dentro de uma loja de roupas no Centro de Santana. Ele foi localizado na área de pontes do bairro Elesbão depois que policiais encontraram o celular da vítima em um ponto de venda de drogas. O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte).

A prisão ocorreu poucas horas após o crime e mobilizou equipes do Grupo Tático Aéreo (GTA), Centro Integrado de Operações (Ciop), 1ª Delegacia de Polícia de Santana, 4º Batalhão da Polícia Militar, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o serviço de inteligência da PM.

Durante as diligências, os policiais descobriram que o celular da vítima havia sido levado após o crime e acabou em uma boca de fumo conhecida como “Beringela”. A partir dessa informação, os investigadores conseguiram chegar até o autor do crime.

Cláudio Pacheco foi localizado na área de pontes do bairro Elesbão. Com ele, os policiais apreenderam as roupas usadas no momento da ação. O chapéu que aparecia em imagens de câmeras de segurança também foi encontrado em uma área de mata próxima.

Segundo as investigações iniciais, houve luta corporal entre o agressor e a vítima dentro da loja. Vestígios encontrados nas unhas da jovem podem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

Os policiais também apuram a tentativa de alteração da cena. Conforme as informações levantadas, o homem teria utilizado tinta existente no local para pintar as mãos da vítima, numa tentativa de confundir possíveis evidências.

Cláudio Pacheco possui antecedentes criminais e estava foragido do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), após não retornar ao presídio depois de ser beneficiado com saída temporária. Ele também é apontado como suspeito de um homicídio ocorrido em 2018.

Em depoimento à polícia, Cláudio Pacheco negou que tenha ocorrido abuso sexual. No entanto, apenas o laudo da perícia poderá confirmar se houve ou não violência dessa natureza.

Após a prisão, ele foi encaminhado ao Ciop e permanece à disposição da Justiça.

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