Servidores concursados da Prefeitura estavam cedidos para CMM. Da lista de 71 servidores apenas 22 estavam comparecendo ao trabalho.

A Câmara Municipal de Macapá (CMM) está devolvendo cerca de 50 servidores efetivos que estavam cedidos para o órgão e pagos pela Prefeitura de Macapá. O Presidente Pedro DaLua diz que foi informado que a Prefeitura não arcaria mais com o salário desses servidores, num montante de cerca de R$ 1,8 milhão por mês.
“Há cerca de 40 dias, quando assumi a presidência da Câmara, fui notificado pela Prefeitura e informado que ela não iria mais arcar com os salários desses servidores, que custavam aos cofres da instituição, uma média de R$ 1,8 milhões mensais. É algo que vem de muitos anos”, esclareceu.
DaLua disse que assim que foi acionado pela Prefeitura de Macapá, pediu informações à administração da Câmara e, após levantamento junto aos setores, atestou que apenas 22 destes funcionários estavam frequentando o ambiente e trabalhando regularmente.
“Enviamos a relação com as informações ao órgão municipal, que fez o pagamento integral do mês de janeiro, com as devidas gratificações, a esses 22 funcionários que estão vindo trabalhar. Os demais, estamos avaliando, individualmente, junto com os técnicos da Prefeitura e da Câmara, cada caso. Mas, já adianto que são valores exorbitantes. Para se ter uma ideia, tem servidor que recebe mais que o próprio Prefeito, e sequer estava indo trabalhar, outros que estão há cinco anos com atestado médico”, revelou o presidente da CMM.
Em reunião com o Prefeito Antônio Furlan, na manhã desta segunda-feira, 17, DaLua comunicou que devolverá os servidores que, na inspeção, não foram encontrados em seus postos de trabalho.
“Vamos devolver, porque não conseguimos identificar essas pessoas como trabalhadores efetivos da nossa instituição, e suprir essa carência com os aprovados no concurso que serão chamados logo após o recesso do carnaval. Então, para não ficar nesse ‘disse me disse’, estamos aqui lhe informando que vamos oficializar nominalmente a devolução. Vai ficar conosco, por enquanto, os 22 que foram atestado”, finalizou o presidente.





