Alcolumbre vai pedir cassação de deputado bolsonarista que atacou Gleisi

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara e com uma ação judicial contra o deputado bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO), que fez ataques contra Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria das Relações Institucionais do governo Lula (PT).

Após Lula chamar a ministra de “mulher bonita” —o que gerou críticas pelo teor machista da declaração—, Gayer disse que o presidente estava “oferecendo” Gleisi a Alcolumbre e também ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “como um cafetão oferece uma GP [garota de programa]”.

O parlamentar também insinuou que a ministra e seu marido, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), fariam um trisal com o presidente do Senado.

A fala de Lula foi criticada por ele ter dito que havia colocado uma mulher bonita para fazer a articulação do governo no Congresso, mudança que faz parte da reforma ministerial promovida pelo petista, que enfrenta uma crise de popularidade e dificuldade para avançar com suas propostas.

Após a fala, o presidente foi alvo de críticas e ataques da oposição, inclusive de Gayer, que o acusou de “humilhar” Gleisi.

O PT também entrará com uma representação contra o deputado. O líder da sigla na Câmara, Lindbergh Farias, chamou Gayer de “esgoto”, “canalha” e “assassino”.

Após a movimentação de Alcolumbre e do Partido dos Trabalhadores, Gayer se defendeu, afirmando que sua “intenção era apenas denunciar e escancarar a hipocrisia da esquerda”, e que não praticou qualquer ato ilícito ou crime.

“Caso o presidente Alcolumbre tenha se sentido ofendido, quero deixar bem claro que minhas críticas não se referiam a ele, mas sim ao Chefe do Poder Executivo”, disse, sem citar o nome de Lula em nenhum momento.

Esse não é o primeiro caso em que o deputado do PL enfrenta ações em razão de ataques contra outros colegas.

Em outubro passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para tornar Gayer réu por difamação, calúnia e injúria.

Na ocasião, ele insinuou que senadores haviam sido “comprados” para votar no então presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e chamou parlamentares de “vagabundos”.

Texto: Folha de São Paulo

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