
Um policial militar, dois guardas civis municipais e um homem foram presos na manhã desta terça-feira (30) durante uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de abastecimento do mercado ilegal de armas no Amapá.
As investigações apontam a existência de uma rede estruturada de comércio clandestino de armas de fogo e munições, com circulação de armamentos de diferentes calibres, incluindo peças de uso permitido e restrito.
O caso veio à tona a partir do desdobramento de uma operação realizada em julho de 2025. Com autorização judicial para quebra de sigilo, os investigadores identificaram conversas que indicam negociações de compra e venda de armas, movimentação de grandes quantias em dinheiro e articulações para adulterar ou suprimir numeração de identificação dos armamentos.
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, além do afastamento dos investigados de funções públicas e da suspensão do porte e da posse de armas.
Entre os detidos está um primeiro-tenente da Polícia Militar, apontado pela investigação como um dos principais fornecedores de armas e munições do grupo. Além disso, foi preso um homem suspeito de atuar como intermediador das negociações, responsável por captar compradores e organizar a distribuição dos armamentos.
O esquema também envolvia dois guardas civis municipais. Um deles é investigado por vender ilegalmente uma pistola e simular o desaparecimento da arma por meio de um falso boletim de ocorrência. O outro é suspeito de intermediar negociações e participar da adulteração da numeração de armas de fogo.
Os investigados poderão responder por comércio ilegal de arma de fogo, associação criminosa armada e fraude processual, conforme a participação de cada um.





