
O ambientalista, político e empresário João Capiberibe apresentou a bioeconomia como uma alternativa econômica para a Amazônia em um artigo publicado no dia 29 de abril, em Macapá. A publicação aborda formas de gerar renda e emprego a partir da floresta sem recorrer ao desmatamento.
No artigo, Capiberibe explica que a bioeconomia amazônica se baseia no uso de recursos naturais como frutos, sementes e óleos para a produção de bens com maior valor agregado. Itens como açaí, castanha, cupuaçu e óleos vegetais são citados como exemplos de produtos que podem sustentar esse modelo.
Ele também afirma que a proposta rompe com o padrão histórico de exploração da região, marcado pela retirada de recursos brutos sem processamento local, o que reduz o retorno econômico para as comunidades.
Ao longo do artigo, o autor destaca que a valorização de produtos sustentáveis no mercado internacional abre novas oportunidades para a Amazônia, especialmente diante da demanda por rastreabilidade e impacto ambiental positivo.
Um dos trechos apresenta a experiência de um produtor do interior do Amazonas que, após participar de uma capacitação no Amapá, estruturou uma pequena produção de fermentados a partir de frutas nativas. A atividade foi desenvolvida sem desmatamento e passou a gerar renda na própria comunidade.
Capiberibe também aponta que a expansão desse modelo depende de ações coordenadas. É necessário investir na capacitação de produtores, incentivar a agroindústria local, ampliar o acesso a mercados, viabilizar financiamento para iniciativas de impacto e fortalecer o apoio de instituições de pesquisa e desenvolvimento.
Na avaliação do autor, o principal desafio está em ampliar a escala dessas iniciativas. Ele afirma que a floresta oferece os recursos necessários, mas que ainda falta integração entre produção, conhecimento e mercado.





