
A empresária Railana Leite Nogueira, 30 anos, foi presa nesta sexta-feira (6) em Santana durante a segunda fase da Operação Nêmesis, da Polícia Civil do Amapá. Ela é suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e também é investigada por possível participação no assassinato do policial penal Estevam Carvalho Trindade Júnior, ocorrido em julho de 2025.
A prisão foi realizada por equipes da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que cumpriram mandado de prisão preventiva na casa da investigada, localizada no bairro Fonte Nova, no município de Santana.
Drogas teriam como destino a casa da empresária

De acordo com a Polícia Civil, as investigações sobre o tráfico avançaram após a apreensão de uma remessa de drogas no início deste ano. Durante a operação, os agentes identificaram que o material apreendido teria como destino a residência da empresária.
Investigação sobre morte de policial penal

Railana também aparece nas investigações que apuram a execução do policial penal Estevam Carvalho Trindade Júnior, ocorrida em julho de 2025.
Segundo a linha investigativa da polícia, o crime teria sido motivado por um desentendimento entre a vítima e um pedreiro de 48 anos, pai da empresária. O conflito teria surgido após um serviço de construção civil que, de acordo com a investigação, não foi concluído mesmo após pagamento.
Intermediação com organização criminosa
A polícia aponta que a empresária teria feito a intermediação entre o pai e integrantes de uma organização criminosa. Um dos líderes do grupo seria companheiro dela e está atualmente preso no sistema penitenciário.
Ainda conforme os investigadores, Railana teria administrado linhas telefônicas utilizadas para facilitar a comunicação entre criminosos que estavam dentro e fora do presídio.
As investigações apontam que pelo menos seis pessoas participaram do planejamento, monitoramento e execução do homicídio.
Após a prisão, a empresária foi levada para a sede da Draco, onde passou pelos procedimentos legais. Em seguida, foi apresentada em audiência de custódia e encaminhada ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).
Veja o momento da prisão da empresária investigada por tráfico de drogas em Santana





